Paulo Mendes, 2007
Galeria REFLEXUS Arte Contemporânea, Porto 
«S - Não discutimos Deus e a virtude; não discutimos a Pátria e a sua História;  não discutimos a autoridade e o seu prestígio; não  discutimos a família e a sua moral; não discutimos a glória do trabalho e o dever de trabalhar.»

Paulo Mendes, 2007  PINTURA

«S - A unidade moral e religiosa, infelizmente, não existe em parte alguma, mas cada nação possui ainda uma reserva de sentimentos cuja nobreza deveríamos exaltar para não a deixar perder-se. A elite que detém esses sentimentos diminuirá cada vez mais na loucura do nosso tempo, em que a sede dos prazeres materiais e a dissolução dos costumes corromperam a riqueza e as suas fontes, o trabalho e as suas aplicações, a família e o seu valor social.»

Paulo Mendes, 2007  PINTURA

«S - Desejamos que o maior mérito das nossas instituições seja trazer a marca da sua origem portuguesa.»

Paulo Mendes, 2007  PINTURA

«S - Eficazmente protegida na sua formação, na sua conservação e no seu desenvolvimento, a família tem que exercer, pela voz do seu chefe, no direito de eleger os membros dos corpos administrativos, pelo menos os da sua paróquia, dado que esta não passa, em suma, da expressão natural das casas e dos lares com os interesses comuns que se lhes ligam. É assim que pensamos que o cidadão tem direitos políticos bem fundados.»

Paulo Mendes, 2007  PINTURA

«S - Queremos, pelo contrário, que a família e a escola imprimam nas almas em formação, de uma forma indelével, nesses altos e nobres sentimentos que caracterizam a nossa civilização e o amor profundo da Pátria, semelhante ao amor daqueles que a fizeram e a engrandeceram ao longo dos séculos.»

2007  PINTURA

«S - Querer garantir as liberdades reputadas essenciais à vida social e à própria dignidade humana, não implica a obrigação de considerar a liberdade como o elemento sobre o qual se deve erguer toda a construção política.»

Paulo Mendes, 2007  PINTURA

«S - A gravidade da vida não implica necessariamente o luto da tristeza, o pessimismo, o desencorajamento; ela é, pelo contrário, muito compatível com a alegria do povo, as brincadeiras, a graça e o riso.»

Paulo Mendes, 2007  PINTURA




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Fotografia no estúdio de trabalho

«Só temos o passado à nossa disposição.
É com ele que imaginamos o futuro.»

Eduardo Lourenço, 1997

Exposição individual de Paulo Mendes que apresenta um conjunto de novos trabalhos onde a fotografia e a pintura se complementam em imagens que questionam o papel das artes plásticas na representação e ao serviço do poder politico.
O retrato foi sempre um tema recorrente na pintura. Que valor iconográfico e de relevância politica podemos hoje retirar ao olhar para retratos de Salazar e de outras figuras da sociedade portuguesa de diferentes épocas?
Ultrapassadas pelo avanço da história essas representações estão agora armazenados em esquecidos acervos de museu, como adereços de uma peça fora de cena. Abandonados os lugares da sua exposição pública, arrastados pela perda da importância politica dos representados ficam agora depositados entre outros retratados actualmente anónimos, entre cartões e máquinas de climatização na tentativa de preservar a representação de uma história pública.
Numa sociedade de brandos costumes, este lento apagar da memória corresponde a uma amnésia colectiva.
PM


Fotografia no estúdio de trabalho
 



Vistas da instalação
Galeria Reflexus Arte Contemporânea / Porto

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